A mulher já nasce com um número de óvulos que vão se perdendo durante a vida num processo que se chama atresia folicular. O número máximo de óvulos ocorre na 20ª semana de gestação, cerca de 7 milhões. A partir deste momento, inicia-se o processo normal de atresia, que independe da ovulação ou do uso de anticoncepcionais. Ao nascimento, a mulher tem em média 2 milhões de óvulos, na primeira menstruação essa quantidade já se reduziu para cerca de 400 mil, aos 50 anos esse número é de aproximadamente 1.000 óvulos.

A cada ciclo menstrual uma grande quantidade de óvulos são selecionados mas somente um termina o processo que culmina com a ovulação, os outros se degeneram durante esse processo. Portanto, todos os meses perdemos uma grande quantidade de óvulos.

São fatores de risco para uma perda mais rápida de óvulos:

• Tabagismo

• Cirurgias Ovarianas

• Doenças autoimunes

• Tratamentos gonadotóxicos como radioterapia ou quimioterapia

• História familiar de menopausa precoce

• História familiar de Síndrome do X frágil

A análise da reserva ovariana pode ser feita através de exames de sangue como AMH, FSH e Estradiol e uma ultrassonografia transvaginal direcionada para contagem dos folículos.

É importante avaliar a reserva ovariana para que, caso seja necessário, orientar vantagens e desvantagens do congelamento de óvulos ou embriões ou até aconselhar casais a antecipar os planos de gestação.

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